abril 13, 2006

"V de Vingança"

(V for Vendetta, 2006 - James McTeigue)
Os homens passam, as idéias não. No dia 5 de novembro de 1605, um cidadão inglês foi preso num túnel sob o Parlamento com várias bananas de dinamite. A tentativa de manifestação contra a Coroa Britânica foi silenciada com a forca e o esquartejamento. Mas até hoje, a data é comemorada na Inglaterra. "V de vingança" se passa numa Londres do ano 2020, governada por um tirano que impõe toda sorte de restrições aos ingleses. Um mascarado (Hugo Weaving, que fica o filme inteirinho com o rosto coberto) aparece para tirar a população da letargia, conclamando todos a estarem com ele no próximo "November 5th" para terminar o que deveria ter sido feito há quase 500 anos. Já nas primeiras cenas, ele se encontra com Evey (Natalie Portman), cujo passado tem elementos fundamentais para que ela se transforme na sua fiel parceira. Daí até o final, inúmeras revelações, questionamentos e dúvidas vão surgindo. Apesar disso, dificilmente alguém da platéia vai torcer para que alguma dê errado no dia "V". Ah, e tem música brasileira no longa: no momento em que o mascarado está preparando um breakfast, entra o som jazzie de "Garota de Ipanema".

9 comentários:

Wallace Andrioli Guedes disse...

V de Vingança ainda não estreou na minha cidade, mas estou lendo os quadrinhos do Alan Moore, que são fantásticos. Aguardo ansiosamente pelo filme.
Atualizei meu blog com textos sobre O Plano Perfeito e os filmes que vi em março. Dá uma passada lá.

Fezoca disse...

eu is ver esse filme ontem, mas a sessao era as 9:50 e eu desisti, pois estava cansada.. quero muito ver, apesar de nao ser fan que HQ.

beijo,

persefone disse...

olheu aqui! já mudei o endereço lá no adeus...
ai, que saudade!!!!
bj.

Valdeir Junior disse...

Lá pelas tantas o personagem-título diz: "Por trás dessa máscara há mais que carne e músculo. Há idéias. E idéias não morrem!".
Para um filme que parece legitimar a violência como resposta a um regime totalitário, essa idéia me soou perigosa.
Mas eu gostei. Tecnicamente é um delírio visual: bem fotografado e editado de maneira inventiva e divertida (em dois momentos isso é mais evidente: logo na abertura, estabelecendo um parelelo entre os dois personagens principais; e quando o investigador lista todos os acontecimentos caóticos que vão tomar conta da cidade ao mesmo tempo em que vemos a linda cena dos dominós).

E Natalie Portman conseguiu ficar ainda mais linda careca.

Demas disse...

Wallace, não conheço os quadrinhos do Moore. Veja o filme assim que estrear por aí. Vou passar lá no seu blog. Abração.

Fer, não deixa de ver: achei bacana mesmo. Beijo.

Que bom te "ver" por aqui, Perséfone. Também estava morrendo de saudades. É, eu vi que você mudou o endereço lá. Beijo.

Valdeir, também gostei muito. E sabe que o contexto de opressão que o povo vive ali é tanto que eu vibrei com a iniciativa do V(ingador)? O interessante é que, na personagem da Portman, fica sempre o questionamento se aquilo tudo está certo ou não. Com o detetive vivido pelo Rea também. E é sim, a Natalie Portman está mais bonita careca do que com o cabelão que aparece no início. Adoro a cena em que ela vai lendo aqueles bilhetes no cárcere: tanto o contéudo deles quanto a finalidade da prisão são arrebatadores. Abração.

Simplesmente Cinéfila disse...

Nossa, achei esse filme muito bom. Não li o quadrinho, logo não sei se a adaptação foi fiel. Mas toda a história de uma pessoa ser um ideal foi excelente.

Demas disse...

Bem-vinda, Simplesmente Cinéfila. Achei a proposta do filme interessante e instigante. Volte sempre. Abração.

antonio disse...

Belo filme. Gosto dele pela encenação... parece um Terry Gilliam menos demente. Tem um punhado de cenas inesquecíveis.

Demas disse...

È verdade que pra mim, Antonio, "V" perdeu um pouco do encanto com o passar dos dias, mas ainda é um filme muito bom. Abração.