agosto 28, 2006

"O homem-urso"

(Grizzly Man, 2005 - Werner Herzog)
140 horas de gravações durante 13 anos da vida de um ecologista (?) obcecado por proteger a vida dos ursos pardos do Alaska viraram um documentário interessantíssimo através do olhar de Herzog. Mais do que mostrar a luta ambiental, o diretor acaba por nos apresentar uma pessoa em busca de si mesmo, de um sentido para sua vida. Por sabermos do destino trágico que essa aventura significou para o protagonista, as cenas do seu contato com os ursos - logo no início do filme - converteram-se em pura tensão para mim. Ficava sempre pensando que o ataque seria naquele momento. Pontos para a montagem. No finalzinho, o filme parece se repetir um pouco - mas nada que tire o brilho da narrativa.

10 comentários:

CHICO FIREMAN disse...

Estreou aqui. Vou ver nos cafundós do Judas, mas vou...

Demas disse...

Vá mesmo, Chico.
Abração.

Harry_Madox disse...

Um dos melhore filmes do ano passado!
Abraço

Wallace Andrioli Guedes disse...

O Homem-Urso é um filme que tenho muita vontade de assistir. Aliás, preciso urgentemente ver algo do Herzog, já que até hoje não assisti nenhum filme dele. Mas esse não estreou aqui em JF e eu acabei não comprando pra locadora, por motivos financeiros (contenção de despesas). Mas se ele sair posteriormente nas lojas, a um preço mais em conta, com certeza comprarei.
Postei lá no blog sobre os filmes vistos em agosto. Dá uma olhada lá ...

Eduardo Miranda disse...

Demas, acho particularmente interessante a vontade do Herzog de mostrar o quanto um filme-documentário pode ser manipulado. Exemplo: a cena em que ele faz aflorar a emoção de uma ex-namorada do Treadwell, fazendo-a ouvir os últimos momentos do homem-urso. É, ao lado de "Estamira", um dos melhores documentários 2005-2006.

Abraço!

Demas disse...

Harry,
sem dúvida é um grande filme.
Abração

Wallace,
veja assim que puder, moço.
Abração

Eduardo,
você quis mencionar a cena em que ele ouve através de um fone de ouvido "os últimos momentos" na frente da ex-namorada do Treawell e sugere que ela destrua a fita sem nunca ouvir, né? É verdade. Um grande documentário mesmo, bem cosntruído e editado.
Abração.

Janaina Staciarini disse...

Está na lista. Sou fanática por documentários. Ainda não vi este. Beijão.

Demas disse...

Janaína,
saiu de cartaz em Goiânia há pouco. Mas imagino que já deve estar quase nas locadoras. Não deixe de ver.
beijo

Roberto Queiroz disse...

Divulgando novo espaço cultural na área: reacaocultural.blogspot.com (cinema, literatura, arte, política, indignação, poesia, e mais, muito mais). Reaja, pois toda ação gera uma reação. Com os cumprimentos do crítico da caverna cinematográfica.

Demas disse...

Roberto,
passo por lá depois para conhecer.
Abração.