janeiro 31, 2006

"Manderlay"

(Manderlay, 2005 - Lars von Trier)
Em “Manderlay”, as marcações teatrais e a quase absoluta ausência de elementos no cenário já não causam o impacto do seu antecessor. Essa surpresa, eu esperava mesmo era da história: a chegada de Grace a uma propriedade escravocrata em 1933 – quando a abolição já tinha sido decretada nos EUA há 70 anos – promete conflitos, desafios e revelações. E o filme entrega tudo isso, mas – apesar das várias analogias interessantes que a posição libertária e democrática de Grace podem provocar – “Manderlay” me envolveu e inquietou menos que “Dogville”. Ainda assim, está longe de ser um exemplar menor de Lars von Trier e consegue manter o interesse pelo que virá na parte final de sua trilogia sobre a “Terra das Oportunidades”. Bryce Dallas Howard está bem como a filha do gângster que quer mudar o mundo, mas falta-lhe – não o talento, mas – um certo não-sei-quê de maturidade que Nicole Kidman esbanjou para construir sua personagem no filme anterior.

4 comentários:

nuno disse...

pois ícaro, apesar de ter gostado do filme, n tem a força do dogville, além de tb perder o impacto da originalidade. mas temos q ver isto como uma trilogia e aí a originalidade estará em tudo...

um abraço

ícaro disse...

Mas achei a primeira história mais instigante, envolvente. Ainda assim, acho "Manderlay" um bom filme. Abraço.

nuno disse...

aqui penso que coincidimos;)

Demas disse...

Beleza, Nuno. Abração.