fevereiro 02, 2006

"O segredo de Brokeback Mountain"

(Brokeback Mountain, 2005 - Ang Lee)
Segundo dados do IMBb, já são 90 indicações e 40 prêmios. E é pouco, merece muito - mas muito - mais. Ang Lee trabalha essa história de amor de forma magistral: é sutil quando tem de ser, é intensa quando não é preciso esconder, é contraditória quando não é fácil aceitar, é sincera em todos os momentos. E só poderia ser retratado assim o amor entre dois caubóis norte-americanos às vésperas da Guerra do Vietnã. E o segredo - conhecido já por todo mundo antes de entrar na sala do cinema - é o que menos importa: o filme nos entrega muitas outras emoções. As atuações de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal são preci(o)sas e "Brokeback Mountain" deve muito do seu sucesso a eles. Fotografia, música e edição impecáveis (eu só tiraria um flashback sobre um incidente na infância de um dos caubóis). E a direção de Ang Lee - objetiva, segura e sensível - merece todas as ovações. É o filme do ano.

. . . . . (5 dias mais tarde) . . . . .
No final de semana, revi "O segredo de Brokeback Mountain". A sensação de ter assistido a um grande filme se repetiu. Ressalto aqui a interpretação de Heath Ledger, falando para dentro, quase inaudível. A composição do personagem vale a indicação ao Oscar por traduzir de forma inequívoca sua angústia, solidão e ambigüidade emocional. Para o ator - de quem tinha visto apenas filmes risíveis, com a exceção de "A última ceia" - foi um grande salto. Quanto a Jake Gyllenhaaal, entregou o que eu esperava (e isso não é pouco): ele já mostrara belas atuações, como em "Donnie Darko" e "Vida que segue". O trabalho dos dois funcionou muito bem (e olha que - para atores tão jovens em papéis tão intensos - não deve ter sido fácil). A busca de Jack pela felicidade e o medo de Ennis em compartilhar sentimentos transformou a relação dos caubóis num barril de pólvora, onde uma só faísca era suficiente para fazer explodir tanto desejos quanto repulsas. Conduzir o filme sobre esse fio de navalha foi o grande desafio e, também, a grande realização de Ang Lee.
. . . . . (quase 1 mês e meio depois) . . . . .
Não é somente a amplidão dos vales da Montanha Brokeback que fazem analogia à grandeza do sentimento que envolve os dois caubóis. Também seu relevo parece retratar a relação de altos e baixos dos dois: descoberta, desejo, sexo, dúvidas, medo, separação, reencontro, certezas, fogo, sonho, medo, separação, saudade, dor, frustração, reencontro, prazer, alegria, aconchego, despedida, medo, medo, medo, medo, medo, sonho, separação, dor, sofrimento, amor, medo... Enquanto um busca a felicidade, o outro abraça a dor. É o medo afugentando todas as coisas boas que cercam o casal. O ritmo lento - mas em nenhum momento arrastado - com que Ang Lee conduz essa história de amor e a música minimalista de Santaolalla só fazem acentuar cada um dos sentimentos que explodem na tela. É por isso que, ao final da sessão de "O segredo de Brokeback Mountain", o silêncio pesa sobre uns, as lágrimas sufocam outros e os suspiros parecem gelar os corações de todos... mesmo quando se assiste ao filme pela terceira vez.

21 comentários:

Michel Simões disse...

Estreia amanha, veremos, mas mesmo que não gostemos, já é o filme do ano por tudo que ganhou... abraço!

Ícaro disse...

Michel, assisti numa pré-estréia ontem à noite. Superou todas as minhas expectativas. Abração.

Gabriel Carneiro disse...

Só eu não gostei desse queridinho da crítica.

Demas disse...

Gabriel, acho que o caso aqui não é de ser queridinho da crítica não. O filme tem méritos suficientes para estar arrebanhando todos os prêmios e indicações. Você não gostou do quê? Abração.

Gabriel Carneiro disse...

Ícaro, eu escrevi sobre esse filme na época da Mostra. Eis o link:
http://os-intocaveis.blogspot.com/2006/01/o-segredo-de-brokeback-mountain.html

Ícaro disse...

Gabriel, fui lá, li, não concordei (hehehehe) e argumentei. Vê lá. Abração.

Gabriel Carneiro disse...

Contém SPOILERS (sobre meu post de 30.1.06 referente a "Brokeback Mountain"). Só para começar dizendo que discordo. Sinceramente, não vi qualuqer interesse de Jack por um caso com Ennis até o momento da barraca. E creio que isso ocorreu principalmente pelo álcool - e pela solidão e todas as causas deterministas da situação. Percebe-se mesmo que o prinicpal interessado na futura relação é Jack, mas não elimina o fato de se portar com um normal heterossexual, ou que ele tenha induzido o ocorrido ou demonstrado interessado. Já o caso do pai de Ennis, acho que pode ser perfeitamente explicado com um simples exemplo. Acho meio difícil que um garoto tão jovem já pudesse ter tais orientações e praticasse qualquer tipo de manifesto homossexual. Esse seria o típico caso do: "é melhor prevenir do que remediar", levando-se em conta que seu pai era um caubói extremamente conservador que queria evitar que seu filho fosse para esse caminho. E obviamente isso o marcou, mas não necessariamente ao ponto de torná-lo homossexual. A meu ver, aquele jeito calado e rústico só demonstra a fraqueza emocional do personagem que se faz de durão, mas é mais passivo que o próprio Jack. E não consigo ver o amor brotar, pois além de nascer da luxúria - ainda inconcebível esse aspecto para mim - é semeado por uma paixão facilmente confundida por sexo e carência emocional. Sobre a glorificação do morto, pode haver desaprovação do pai - e sinceramente acho difícil qualquer pai aprovar sem problemas - mas como é colocado no filme, ele vira uma espécie de mártir do sistema homossexual, não apenas para os personagens centrais do filme, mas para toda platéia. E isso soa completamente hipócrita, ao menos para mim.

E acho Ang Lee um diretor extremamente frio e distante. Considero seus filmes pouco instigante, pouco intenso e pouco envolvente.

Jake Gylenhaal só teve uma atuação fenomenal desde Donnie Darko, em Soldado Anônimo. Seu caubói é extremaente apático. Quanto a Ledger, não achei grande coisa mesmo, acho que mais vivacidade e fulgor em suas expressões pude-se caracterizá-lo melhor.

Abraços. E estou sempre dispsto a continuar discussões, afinal, tem coisa mais divertida ao se criar um blog e receber comentários, se não discutir o post em questão?

Demas disse...

CONTÉM SPOILERS: Gabriel, continuo achando que existem indícios de interesse de Jack por Ennis na cena do barbear ao retrovisor. Por que um homem ficaria olhando outro furtivamente daquele jeito? Quanto à questão da homossexualidade de Ennis ainda garoto, qual o problema? Ou você acha que as pessoas "viram" gays? Mas numa coisa concordo com você, o bom dos blogs é poder discutir, trocar idéias. Por isso, você é sempre bem-vindo aqui. Abração.

Moa disse...

Oi, Ícaro. Obrigado pela visita no Cinefilia. Vim aqui, li o teu post e depois tua conversa com o Gabriel e não resisti. Vou meter a colher. Hehehe.

Ao meu ver as pessoas já nascem heterossexuais ou homossexuais. E Ennis já poderia ter demonstrado isso de alguma maneira. Seu pai quis "colocá-lo nos eixos". Funcionou. O cara ficou travado pro resto da vida.

Jack tinha sua sexualidade muito mais à flor da pele e sempre demonstrou isso. Já observava Ennis ANTES do banho. Olhares rolavam. É só prestar atenção.

A sutileza de Ang Lee pode parecer fria e distante, com disse o Gabriel, mas é de fato uma forma menos tradicional de filmar, menos hollywoodiana.

O interessante é que não se explica DE FATO porque umas pessoas adoram determinados filmes e outras não. É algo que toca lá fundo. Ou não toca. Ainda bem que tem filme de todo tipo, né?

Forte abraço!

Demas disse...

Moacir, seja bem-vindo também e "meter a colher na conserva alheia" por aqui não é apenas permitido, é incentivado até. Só assim as discussões acontecem e todo mundo sai ganhando, né não? Como já disse outras vezes, pra mim a cena do Jack no retrovisor e do flashback do Ennis são indícios da homossexualidade dos dois. Nenhum pai vai mostrar gratuitamente ao filho uma cena escabrosa daquelas. E nenhum "macho" vai ficar olhando outro fortuitamente daquele jeito. Volte sempre. Abração.

Gabriel Carneiro disse...

Não acho que as pessoas nascem gays, elas se tornam. É algo cultural, ou mesmo químico. Mas seria o mesmo que falar que alguém nasce fútil ou não. Ainda mais se considerar que crianças vêem pessoas mais velhas se beijando e muitas vezes sentem repulsa.

E a questão é não é de ser menos hollywoodiana, como falou Moacir, é que Lee parece filmar sem paixão, com o único intuito de chocar.

E eu defendo que o pai de Ennis fez aquilo lá apenas para evitar qualuqer coisa. Não necessariamente por ter apresentado indícios. Pode ser o trama do próprio pai, que já lidou com situações de homossexualidade antes, já viu filho de algum amigo se enveredar por essa escolha...

Demas disse...

Gabriel, aqui discordamos de vez. Pessoas nascem gays. Essa história de que são produtos do meio é balela, é a maneira da sociedade se livrar de um "problema" apontando o dedo para o indivíduo e jogando-lhe a culpa por ser diferente do que ditam as normas. Na verdade, o que o meio faz é dificultar que o gay se assuma como tal, haja vista toda a carga de preconceito e repressão que têm de enfrentar. Ninguém decide que "a partir de amanhã serei gay". Dito isso, vamos a outro ponto que DISCORDO com letras garrafais: como é que você diz que o Lee filmou sem paixão? Putz! Poucas vezes vi tanta paixão no cinema. E para chocar? Claro que não, a não ser que você chame de choque apresentar o amor entre iguais. Se ele quisesse chocar, tinha mandado cenas de sexo em cada reencontro. Quanto ao pai de Ennis, é o que já disse outras vezes. É isso, não concordo com você, mas acho bacana podermos conversar. Abração.

Davi & Iris disse...

exagero, ícaro. exagero :P! em breve textinho sobre brockeback no eleelaeocinema. abraço!

Demas disse...

Davi, passo lá para ver depois. Mas o que é "exagero"? Abração.

Davi disse...

ainda vou fazer minha versão de munich e estou escrevendo numa lan house... rs, minha versão de brocoboco mountain vai demorar um pouco. mas, só pra pinicar, vou encher seu saco no post de cima, ok?

Gabriel Carneiro disse...

Tá, pode até não produto do meio - o que eu acredito que seja, como o desejo por exemplo -, mas com certeza discordo que uma pessoa possa nascer assim. Ainda mais levando em conta que uma criança só se torna racional com 1 ano e pouco. Ou você acha que se um homem seria gay se vivesse rodeado apenas de mulheres? E acho qualquer filme de Lee que já extremanete sem paixão.

Demas disse...

Davi, nos falamos lá em cima então. Abração.

Gabriel, você matou a charada: é exatamente por acreditar que uma pessoa pode nascer gay que o fato de viver rodeado apenas por mulheres não é determinante. E por que a criança teria de ser racional, se a questão da sexualidade não é de escolha? O raciocínio é por aí mesmo. Abração.

Vários disse...

Iris said...
sensível, direto, cru
de repente o amor ficou triste.
a todo instante esperei uma tragédia que os separasse, só no fim percebi que ela já acontecia, 20 anos de segredo
(11:45 AM, Fevereiro 08, 2006)

Demas said...
Iris, quanto mais falo e penso sobre esse filme, mais motivos encontro para elogiá-lo. O segredo, o medo, a solidão, o amor compartilhado de tempos em tempos, migalhas... É muito triste, lindo. Abração.
(2:08 PM, Fevereiro 08, 2006)

Moa said...
Ai, ai... só suspiro. Também vou ver o filme de novo. Só não decidi quando. ;^)

Abração e obrigado pelos votos de felicidades.
(10:23 PM, Fevereiro 08, 2006)

gonn1000 said...
Chega hoje a Portugal... e vou ver, espero gostar tanto como tu :)
(11:48 AM, Fevereiro 09, 2006)

Davi & Iris said...
bichinho (iris) apareceu aqui... comentei no seu outro post sobre o filme. pausa para uma observação: cara, tu assiste filme paca! e escreve um bocado também. bichinho e eu ou estamos os dois preguiçosos, ou queremos fazer A crítica insuportavelmente revisada que vai mudar nossas vidas... rs. abraço!
(1:49 PM, Fevereiro 09, 2006)

Demas said...
Gonn, tomara que você goste. Volta aqui para comentar depois. Abração.

Davi, na realidade, tenho escrito algumas impressões sobre cada filme que vejo. E aí espero os comentários para poder discutir direitinho. É o que dou conta de fazer com o (pouco) tempo que tenho. Quanto a ver muitos filmes, só não vou ao cinema quando outros compromissos me impedem. Valeu a visita. Volte mais. Abração.
(3:00 PM, Fevereiro 09, 2006)

Davi said...
filme bom, muito bom, mas não vale tanta ovação. ang lee já fez melhor em tempestade no gelo, imagens belas, mas sem grandes primores narrativos. bom, eficiente, tocante, veio bem a calhar para o oscar, que não perde uma oportunidade de mostrar que é politicamente correto. mas filme do ano, nem pensar. [não gosto de soltar comentários assim, fica meio sem explicação, mas já q a proposta é essa...:P]

abraços!
(6:03 PM, Fevereiro 09, 2006)

Demas said...
Tá bom, Davi, tá bom. Digamos que não seja "o" filme do ano, mas que será um dos melhores do ano, disso não tenho dúvida. Acho que com "Brokeback Mountain", Ang Lee soube pegar um tema espinhoso e trabalhá-lo com uma sensibilidade ímpar. Gosto de "Tempestade de Gelo", mas não é o meu melhor Lee. Abração.
(8:49 AM, Fevereiro 10, 2006)

Marcos Aurélio Felipe said...
Impressionante como esse filme é unanimidade no mondo blog e na imprensa, em geral, não?! Gostei bastante também e tive a mesma sensação - a de estar diante de um grande filme!
(6:49 PM, Fevereiro 12, 2006)

Demas said...
É isso aí, Marcos. Quando assisti, tive essa impressão também. Quando reassisti, tive a certeza. Abração.
(9:39 AM, Fevereiro 13, 2006)

gonn1000 said...
Pronto, já vi, e embora não o considere uma obra-prima acho que é mesmo um grande filme :)
(10:12 AM, Fevereiro 13, 2006)

Demas said...
Gonn, agora então vou aguardar seu post sobre o filme que continua subindo no meu conceito a cada dia que paro para pensar sobre ele. Abração.
(2:25 PM, Fevereiro 13, 2006)

Nuno Cargaleiro said...
hello!...
minha opinião: http://movietvaddicted.blogspot.com/2006/02/crtica-brokeback-mountain.html
Adicionei-te tb aos meus links! Blog interessante
(6:45 PM, Março 03, 2006)

Demas said...
Valeu, Nuno. Seja bem-vindo e volte mais vezes. Abração.
(9:02 AM, Março 10, 2006)

Vários disse...

gonn1000 said...
É um grande filme, merece os muitos elogios de que foi alvo e é talvez o meu preferido de Ang Lee.
(10:51 AM, Abril 01, 2006)

Amanda Luz said...
Oi Demas, lendo os seus posts, quis dar uns pitaquinhos:

Brockeback: achei seu comentário pertinente, mas (ok, sei que não sou maioria) não achei o filme o último biscoito do pacote. Entretanto, não discordo do mérito do filme, que tem muitas qualidades técnicas e, em termos de conteúdo, foi ousado e vitorioso.

Capote: na sua cotação, eu daria "assobios". Além disso acho que Hoffman foi brilhante na contrução de um personagem complexo, sem cair na caricatura, por isso a minha preferência em relação ao Ledger, concordando com o Oscar.

Abs,
Amanda.
(1:26 PM, Abril 01, 2006)

paulo jr. said...
Não vi 3 vezes mas gosto muito também.
(12:08 AM, Abril 03, 2006)

Demas said...
Gonn, é isso mesmo. Um grande e emocionante filme. Tomara que as pessoas se permitam descobri-lo ao invés de ficar vendo apenas a superfície dele. Abração.

Amanda, seja muito bem-vinda ao "Cine Dema(i)s", inclusive com os pitaquinhos. "Capote" é bem feito, não resta dúvida, como já falei. Mas a história - que eu achei arrastada - não me empolgou. Quanto à performance do Hoffman, também é bacana, mas nada fora do comum (me surpreendeu mais quando estava calado do que quando falava, hehehehe). Ainda fico com a atuação do Ledger: acho que ele construiu um personagem difícil a partir do nada e brilhantemente. Volte mais vezes. Abração.

Paulo, quis ver uma terceira vez, mais de um mês depois das duas primeiras, para ver como o filme se mostraria após tantos comentários e discussões. E ele passou no teste: continua soberbo, o melhor de 2006. Abração.
(12:50 PM, Abril 03, 2006)

Moa said...
Hummm... Fiquei super afim de ir ver pela terceira vez (no cinema, pois em DVD eu sei que verei inúmeras).
Abraço.
(8:15 AM, Abril 04, 2006)

Demas said...
Entao, corra para o cinema, Moa. Comprei a trilha ontem. É belíssima. Abraçao.
(6:37 PM, Abril 06, 2006)

Tatiana said...
Bom...assisti ao filme cinco vezes.Não foi por ser fanática por ele,nem por coisa parecida.Foi pela beleza, delicadeza e,principalmente, pela trilha sonora que faz despertar um misto de sensações.
Ainda que eu tenha assistido diversas vezes(observando diversos aspectos), devo dizer que intensidade da emoção é a mesma.
*estou louca para comprar a trilha sonora.
ABraços
(1:21 AM, Abril 30, 2006)

Demas said...
Tatiana, seja bem-vinda. Continuo afirmando que "Brokeback Mountain" é um dos melhores filmes de 2006 (e ainda estamos em maio, hehehehe). E compre logo a trilha: desafio você a tirar o compact-disc do cd player. Abração.
(9:20 AM, Maio 02, 2006)

Anônimo disse...

ESTAVA BUSCANCO INFORMAÇÕESSOBRE OS ATORES DE BROKEBACK E ENCONTREI ALGUNS COMENTÁRIOS, PRINCIPALMENTE DO GABRIEL, E RESOLVI ME INTROMETER NA CONVERSA, MESMO JÁ PASSADO TANTO TEMPO... BOM PRA COMEÇAR, DIZER QUE ANG LEE É UM DIRETOR FRIO É COISAMAIS ABSURDA QUE JÁ OUVI, A CENA EM QUE DEL MAR CAI AOS PÉS DO CAWBOY E É AMPARADO POR ELE É TÃO COMOVENTE QUE CHEGA A DOER;QUANTO À ATUAÇÃO CONTIGA DE HEATH LEDGER, AO CONTRÁRIO DO QUE DISSE O GABRIEL, É JUSTAMENTE O QUE TORNA O PERSONAGEM TÃO BELO, TANTA PAIXÃO GUARDADA DENTRO DE UM HOMEM TÃO ATORMENTADO, SÃO OS GESTOS, OS OLHARES, QUE DEMONSTRAM A GRANDEZA DE SENTIMENTOS QUE ESTES DOIS HOMENS NUTREM UM PELO OUTRO; E COM CERTEZA, NÃO TEM NADA A VER COM LUXURIA, E SIM COM AMOR...UM AMOR TÃO INTENSO QUE TRANSCEDE O TEMPO...FILMÃO, FORTE E SINCERO! E VIVA ANG LEE!

Demas disse...

Anônimo,
o bom das discussões nos blogs é que elas podem ser retomadas a qualquer momento, né?
"Brokeback Mountain" tem uma grande história, vivida por dois brilhantes atores sob o comando de um diretor genial.
Abração e obrigado pela visita.