fevereiro 15, 2006

"Syriana - A indústria do petróleo"

(Syriana, 2005 - Stephen Gaghan)
Bob Baer (George Clooney) é agente da CIA há mais de 20 anos. Faz tudo - tudo mesmo - o que lhe mandam, porque acredita que isso é o melhor para seu país. Mas chega um dia em que a China ameaça atrapalhar os negócios dos EUA na região petrolífera do Oriente Médio. Escalado para investigar o príncipe Nasir Al-Subaai (que defende a negociação com os chineses), Baer vai provar do próprio veneno ao sentir na pele os efeitos colaterais da (falta de) moral da política norte-americana para defender seus interesses comerciais. E essa é apenas uma das histórias que o diretor nos apresenta. Para entender toda a intrincada trama que assola a indústria do petróleo, "Syriana" ainda aborda o tráfico de armas, a fusão de grandes empresas do ouro negro, o desemprego que leva jovens imigrantes desamparados ao fanatismo religioso, o ardiloso jogo de politicagem, traições e assassinatos. Tudo isso num roteiro inteligente e ágil que não permite um só momento de desatenção por parte do público. Clooney - que engordou quase 40 quilos para viver seu personagem - tem uma atuação correta e, como essas transformações físicas encantam a academia, pode levar seu Oscar por coadjuvante. No entanto, no meio de tantos bons atores que integram o elenco (Matt Damon, Chris Cooper, William Hurt, Amanda Peet, Christopher Plummer, Jeffrey Wright, etc), o destaque fica mesmo com Alexander Siddig que, ao construir seu príncipe Nasir, põe tanta humanidade no personage, a ponto de transformá-lo no herói de "Syriana".

4 comentários:

paulo jr. disse...

Tb coloco o filme nas nuvens.

Demas disse...

Seja bem-vindo, Paulo. O filme é bacana mesmo e merece ser visto. Abração.

nuno disse...

boas ícaro. este é dos filmes que mais expectativas tenho, por isso não vou ler o teu texto antes de o ver. depois apareço para comentar. um abraço!

Ícaro disse...

Está certo, Nuno. Também faço assim: raramente leio qualquer coisa sobre filmes que ainda não tenha visto. Espero seu comentário então. Abraço.